Realizado entre o terceiro e sétimo dia de vida, o teste do pezinho é um exame muito simples, mas também muito importante para o bebê. Por meio dele, é possível detectar precocemente doenças genéticas, metabólicas e infecciosas que, se tratadas logo, podem evitar diversas complicações. No Brasil, há três versões disponíveis: a básica, que ajuda a reconhecer quatro doenças e é feita de forma gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS); a ampliada, que mostra mais de 30 enfermidades; e a plus, que inclui ainda mais cinco exames.

Obrigatório no Brasil desde 2001, o exame é feito por meio de uma picadinha no pé do recém-nascido – por isso, dá-se o nome de ‘teste do pezinho’ – e o resultado demora até 30 dias para ser concluído. É extremamente necessário que os responsáveis o retirem no prazo determinado e mostre-o ao pediatra que acompanha o bebê.

Dentre as doenças que podem ser descobertas no exame básico estão hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, hemoglobinopatias e fibrose cística. Todas, sem exceção, podem comprometer o desenvolvimento físico e intelectual da criança se não forem tratadas. Neste primeiro texto, quero falar sobre as hemoglobinopatias, que são as doenças genéticas que afetam a hemoglobina (proteína encontrada no interior das hemácias, os glóbulos vermelhos do sangue).