As gripes e os resfriados são infecções causadas por vírus que apresentam quadros semelhantes. As duas doenças são muito comuns em adultos e crianças, principalmente do outono até a primavera. Nos mais velhos, espera-se entre duas e cinco infecções por ano e os pequenos entre sete e dez. 
A gravidade, porém, costuma depender da idade do indivíduo (pior em extremos de idade), do estado imunológico e do vírus causador da tal infecção.

São aproximadamente 200 tipos de vírus que causam o resfriado comum e os sintomas costumam ser mais brandos. Já a gripe tem sintomas mais fortes e é causada pelo vírus influenza, que por sua vez apresenta diversos subtipos.

O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação de sinais e sintomas pelo médico. Exames laboratoriais para identificação específica do agente podem demorar de três a seis dias, mas alguns testes menos específicos e mais especiais podem sair em até 48 horas. Exames de maior complexidade são realizados em suspeita de complicação ou para descartar outros diagnósticos, também não sendo necessários na grande maioria dos casos.

Resfriado Gripe (sintoma de resfriado mais…)
Dor de cabeça Dor de cabeça
Espirros Febre
Obstrução nasal Tosse
Coriza Dor muscular
Calafrios Fraqueza
Dor de garganta Falta de apetite

Em ambos os casos, os sintomas são piores nos três primeiros dias e tendem a ter uma evolução autolimitada com resolução em torno de 10 dias. Em alguns situações, porém, podem haver complicações com evolução para rinossinusite bacteriana, otite, faringoamigdalite, laringite e pneumonia. Por isso, é importante que o paciente e/ou  o cuidador esteja atento para piora ou aparecimento de novos sintomas.

O tratamento na maioria das vezes é sintomático, podendo ser usados remédios para dor, congestão nasal e cuidados locais como lavagem nasal. Tratamento fitoterápico e antiviral também podem ser indicados a depender do critério médico, levando em conta sempre o custo-benefício e a efetividade.

Vacina da gripe

A vacina da gripe é elaborada com cepas de vírus inativos por meio de dados epidemiológicos dos principais tipos e subtipos do vírus influenza presentes no último ano em todo o mundo. Portanto, a vacina não pode causar gripe.

A proteção se inicia de 10 a 15 dias após a vacina e se estende por um ano, devendo ser reaplicada após o término desse período. Em caso de exposição intensa ou  a cepas não contempladas na vacina e de pacientes em uso de medicação que altere a imunidade a proteção pode não ser suficiente.



Indicações: pacientes com risco de complicação e pessoas que convivem com grupos de risco (cuidadores,  profissionais da saúde, funcionários de creches ou escolas).

Indicações- pacientes de risco Contra-indicações
Maiores de 65 anos Pacientes com histórico de Guillain-Barré
Mulheres grávidas Doenças febris agudas
Crianças de 6 meses a 23 meses de idade Desordens neurológicas em atividade
Indivíduos com doenças pulmonares (inclusive asma) e cardiovasculares Menores de 6 meses
Indicíduos com comprometimento respiratório Alergia ao antibiótico neomicina e à substância timerosal
Doentes crônicos, moradores de asilos ou albergues Inexistente